Poema a LISBOA
203 views · Published 24 December 2011 · 2:51 · Indexed 11 October 2026
Channel: João Pimentel Ferreira · 2011 · People & Blogs
Trilhai os passos da loucura Ó Lisboa, bem amada tão garrida e delicada tão cheia de lisura És um hino à Formosura E em Chelas ensanguentada Em Alfama afamada No Terreiro enclausurada Vejo-te no Fado a ternura No Tejo vejo a canoa do Martinho da Arcada Leio os versos de Pessoa numa rima opiada Ergue-te literata Lisboa És Poetisa Iniciada Das Letras, és deputada Sou Eu quem te afeiçoa A ti e à Madragoa Lisboa imaculada sob a manta enublada do terror de quem te atordoa na Rotunda és a Leoa do vilão és a viloa de Portugal és a República! És a Varoa Pois sou eu singrada Lisboa E não me permitais escrever à-toa Que no teu dorso, na tua proa Magnanimamente te coroa Ó Lisboa bem amada Da Joana afamada De Bocage e de Pessoa De Camões que se fez para Goa Da Florbela enamorada Apresentai-te imaculada Para que de mim sejais lexicalmente desflorada Ó Lisboa! Gaja boa! Bem afamada E bem amada! Onde te estabelecem tratados Atlânticos e Europeus que não serão respeitados nem por patrícios, nem por plebeus Perdoai-me a ofensa Lisboa escaldante e voluptuosa dama de honor mais formosa aceitai a minha coroa Pois seu eu quem te enobrece Pois seu eu quem te abençoa Sou eu quem te afeiçoa Sou eu quem te atordoa Sou eu quem te doa A magnânima coroa Ó varina boa! Lisboa!
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