Spacewalk: treinar astronautas e as leis da física sem a força da gravidade
2,228 views · Published 26 July 2013 · 12:01 · Indexed 11 October 2026
Channel: geografia e ensino de geografia · 2013 · Education
Interior dos laboratórios de flutuabilidade neutra da empresa russa Zvedza em 2013: Zvedza significa "estrela" e os laboratórios são mundialmente conhecidos como Star City e é onde a Agência Espacial Europeia (EEI) prepara os astronautas para as missões na Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira caminhada no espaço sideral foi em 18 de março de 1965: O primeiro passeio de um ser humano pelo espaço é um feito que pertence ao russo Alexey Leonov (com 79 anos em 2013). ..... Entrevista ao EURONEWS: em http://pt.euronews.com/2013/07/18/um-passeio-pela-ultima-fronteira-do-planeta-terra "Porque precisamos de ir para o espaço? Quais são os perigos que se colocam ao ser humano no cosmos? O que lucramos com tudo isto? São as perguntas que se colocam. As respostas, mostramos-lhe nesta edição, pela voz de antigos e novos astronautas europeus. Dois deles, Fuglesang e Leonov, já verdadeiras estrelas do cosmos. Fomos ao encontro da italiana Samantha Cristoforetti, de 36 anos, e do alemão Alexander Gerst, de 37. Eles são dois astronautas da Agência Espacial Europeia escalados para participar em missões na órbita da Terra, em 2014, a bordo da ISS. Os dois estão neste momento em treinos. Encontramo-los a realizar simulações, no laboratório de flutuabilidade neutra, as quais "têm uma precisão de 95 por cento", segundo Valery Nesmeyanov, um dos instrutores do Centro Gagarin, de Investigação, Treinos e Testes de Cosmonautas, Samantha e Alexander preparam-se para um mergulho. Recebem um pequeno briefing, cumprem um rápido check up médico e verificam os fatos muito similares àqueles que irão usar no próximo ano quando concretizarem as missões espaciais para que estão escalados. "É um bom fato. Mantém-me viva e em segurança debaixo de água. Quem sabe, se não o fará também, um dia, no espaço", diz-nos a italiana, que, à partida, será um dos seis astronautas a participar na Expedição 42 à ISS, em novembro do próximo ano. Alexander mostra-nos o conector que estará ligado a um sensor junto à orelha que vai registar toda a informação biométrica. "É assim que as pessoas em terra podem acompanhar o meu ritmo cardíaco, a minha respiração e a temperatura do meu corpo", explica-nos o alemão, um dos seis que deverão rumar à ISS em maio. A abertura da escotilha e a saída da câmara hermética para o espaço, transportando carga, é o menu do dia, no treino dos dois astronautas. Pelo meio, irão ainda simular os procedimentos de resgate de um companheiro de missão que tenha ficado incapacitado. Mas porque é que é importante este domínio do espaço e a possibilidade de se passear no cosmos? "São muitas as razões que justificam as EVA", esclarece-nos Christer Fuglesang: "A mais óbvia é quando surgem avarias e temos de ir lá fora reparar algo". É, normalmente, "nessas situações que acontecem as saídas de urgência não planeadas". "Quando se constrói uma estação especial", salienta, porém, o sueco, "são necessárias muitas saídas" e isso, acrescenta, significa "centenas de horas de EVA." O quase octogenário Alexey Leonov, o primeiro homem a passear-se pelo espaço sem recurso a qualquer propulsão artificial, destaca a importância do treino na preparação dos astronautas. "Se levarmos um barco para o mar aberto, é bom que se saiba nadar. Agora, se a nossa nave vai para o espaço e se estivermos a construir uma estação especial, como estamos, então é melhor se saiba nadar em gravidade zero. Mas não só nadar. É preciso saber montar e desmontar coisas lá em cima", alerta o famoso russo, de 79 anos.
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